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A Serra da Gardunha
não está à venda

Planeiam construir centrais solares e eólicas de grande escala na nossa região — megaprojetos que vão arruinar a nossa paisagem. Não é opinião nossa: os próprios documentos do Governo colocam a nossa serra na região mais visada do país, com licenças à pressa e sem avaliação de impacte ambiental. A consulta terminou — agora a nossa arma é a petição no Parlamento: com 7 500 assinaturas, força um debate na Assembleia da República.

O que planeiam para a nossa terra

Arrasta e compara: hoje vs. amanhã

À esquerda, a Barragem da Marateca (Castelo Branco) como está hoje. À direita, a simulação do impacto com as centrais que as zonas de aceleração permitem. Arrasta o cursor sobre a imagem e compara.

Simulação do impacto na Barragem da Marateca — painéis solares e turbinas eólicas em redor da albufeira
Barragem da Marateca como está hoje — albufeira rodeada de campos e floresta
Hoje Amanhã?

Imagem da direita: simulação de impacto criada pela campanha — não é uma fotografia real.

Mais imagens da campanha — carrega para abrir em tamanho real e partilha:

Simulação: campos solares na encosta da serra.
Simulação: campos solares na encosta da serra.
Hoje vs. amanhã — simulação vista do cruzeiro, com centrais na encosta.
Hoje vs. amanhã — simulação vista do cruzeiro, com centrais na encosta.
Terrenos de projeto (a verde) e terrenos excluídos na zona da Lardosa — área de estudo da REN.
Terrenos de projeto (a verde) e terrenos excluídos na zona da Lardosa — área de estudo da REN.
Hoje vs. amanhã — imagem de partilha da campanha.
Hoje vs. amanhã — imagem de partilha da campanha.
Sátira da campanha: «Pinhal Sustentável 5.0» — o pinhal substituído por painéis solares.
Sátira da campanha: «Pinhal Sustentável 5.0» — o pinhal substituído por painéis solares.
Cartaz da campanha — guarda, imprime e partilha.
Cartaz da campanha — guarda, imprime e partilha.
Petição no Parlamento

Próxima meta: 7 500 — obriga ao debate em Plenário na Assembleia da República.

Assinar em 1 minuto

Como assinar a petição

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Documentos da consulta

Lê os documentos oficiais

Todos os documentos da consulta pública, por ordem de publicação, alojados aqui para leitura fácil — cada um com um breve resumo. Os números e as citações desta página vêm daqui.

📖 Lê os documentos — resumidos e traduzidos, secção a secção →

Análise e Ponderação dos Pareceres das Entidades23.06.2026 · PDFA resposta do Governo aos pareceres de 36 entidades (172 contributos), incluindo as reservas do Fundão e da Covilhã e o parecer desfavorável do Património Cultural, I.P. Quase dois terços dos contributos são apenas «acolhidos parcialmente» ou meramente «registados» sem alteração do Programa — as participações dos cidadãos serão ponderadas num documento à parte. Consulta às Entidades — Pareceres emitidos16.06.2026 · PDFOs pareceres formais das entidades públicas (474 páginas). Várias emitiram pareceres desfavoráveis ou condicionados — zonas sobredimensionadas, conflitos com o ordenamento, o património, a agricultura e a conservação da natureza. O ICNF exige mesmo a remoção das áreas que se sobrepõem à faixa de 1 km em redor da Paisagem Protegida Regional da Serra da Gardunha. Começar aqui! ABC da Discussão Pública das ZAERPDFApresentação introdutória da EMER 2030 que explica em linguagem simples o que são as ZAER: as metas para 2030 (20,8 GW solar, 10,4 GW eólico), como se licenciam os projetos e o calendário — discussão pública em junho–julho de 2026 e transposição para os PDM em 2026–2028. É o ponto de partida recomendado antes de ler os documentos técnicos. PSZAER — Proposta05.05.2026 · PDFO documento central: o programa que, ao abrigo da Diretiva europeia RED III, delimita as zonas onde centrais solares e eólicas terão licenciamento simplificado em «janela única». Mapeia ~578 777 ha com potencial para solar e 84 489 ha para eólica — e admite que a grande maioria se concentra no grupo do Pinhal do Centro, que inclui a Serra da Gardunha. AAE — Relatório Ambiental Preliminar05.05.2026 · PDFA Avaliação Ambiental Estratégica completa (249 páginas). Reconhece riscos importantes: a pressão recairá sobretudo sobre espaços florestais, agrícolas e de pastagem em territórios rurais de baixa densidade, podem existir valores de biodiversidade desconhecidos nas ZAER e a oposição legítima das comunidades locais é um fator limitante. AAE — Resumo Não Técnico05.05.2026 · PDFVersão em linguagem simples da Avaliação Ambiental Estratégica: explica a proposta que abre ~7% do território a projetos sem AIA e identifica riscos — pressão sobre territórios rurais de baixa densidade, impactes cumulativos na paisagem e biodiversidade, contestação social crescente. Conclui que os benefícios locais são maiores com projetos de menor escala, perto do consumo. Relatório Temático — Ecologia05.05.2026 · PDFRelatório do CIBIO-BIOPOLIS que define os critérios para excluir das ZAER as áreas de maior valor natural. Reconhece que a eólica mata aves de rapina e morcegos por colisão com as pás — e admite que a informação sobre as espécies fora das áreas protegidas é limitada, o que pode comprometer a proteção da biodiversidade. Relatório Temático — Integração de Informação Espacializada (mapas)03.05.2026 · PDFRelatório do LNEG que explica como foram desenhados os mapas das ZAER — incluindo a Figura 39 desta página — identificando ~371 348 ha de potenciais zonas para solar e 84 489 ha para eólica. Reconhece limitações: cartografia com resolução de apenas 1 ha, PDM municipais não consultados e servidões aeronáuticas apenas aproximadas. Relatório Temático — Paisagem e Património Cultural02.05.2026 · PDFRevela que o grupo de paisagem «Pinhal do Centro» — que inclui expressamente as «Serras da Gardunha, Alvelos e Moradal» — é o mais visado do país, com ~34% da área marcada como potencial ZAER solar (~1 372 km²). Admite que os grandes parques solares criam «mantos de vidro» sentidos como degradação visual significativa, e propõe limitar os painéis a 25 ha contínuos. Relatório Temático — Energia02.05.2026 · PDFConclui que o principal travão às renováveis não é a falta de terreno, mas o acesso à rede e o licenciamento — há ~8,7 GW já atribuídos que nunca foram ligados. Recomenda ZAER pequenas e modulares, perto da rede e do consumo, em áreas artificializadas — em vez de grandes manchas homogéneas — e destaca os telhados urbanos (potencial de 28 GW). Relatório Temático — Jurídico02.05.2026 · PDFRelatório da AMMC Legal que desenha o regime de licenciamento dentro das ZAER: janela única, avaliação ambiental ao nível do plano e não do projeto — dispensando, em regra, a AIA completa e substituindo-a por um mero procedimento de verificação de conformidade, com prazos máximos de 12 meses (6 em repowering). Relatório Temático — Ordenamento e Economia do Território02.05.2026 · PDFRelatório do CEDRU que admite que a área identificada excede largamente as necessidades das metas de 2030 — e que a área ocupada por centrais solares já saltou de ~1 290 para ~4 740 ha em cinco anos. Alerta para especulação fundiária e «monofuncionalidade energética» no interior, e recomenda priorizar áreas artificializadas e degradadas, não solos rústicos.