⚠️ …
Objetar na consulta →
Nova consulta pública · 8 a 21 de outubro de 2026

Megacentral Sophia:
diz não outra vez

A megacentral solar Sophia voltou — «reformulada», mas ainda com 573 MWp e 1 177 hectares vedados em Idanha-a-Nova e Penamacor, e uma linha de muito alta tensão de 400 kV a atravessar o Fundão. Na primeira consulta, 12 693 pessoas participaram — a mais participada de sempre — e a Comissão de Avaliação deu parecer desfavorável. Agora há uma nova consulta pública — só 13 dias, até 21 de outubro. Volta a dizer não.

–
Dias
–
Horas
–
Min
–
Seg
O que está em consulta

Encolheu no papel — mas continua uma megacentral

Depois do parecer desfavorável, o promotor (a Lightsource bp; na consulta, «Coloursflow – Unipessoal, Lda.») apresentou um projeto reformulado. É sobre essa nova versão que a Agência Portuguesa do Ambiente abriu a consulta — e o que dissermos agora conta para a decisão final, a Declaração de Impacte Ambiental (DIA).

Projeto originaloutubro de 2025Projeto reformuladooutubro de 2026
Potência867 MWp573 MWp−34%
Área vedada1 737 ha1 177 ha−32%
Área de painéis390 ha250 ha−36%
Núcleos vedados4622−52%
Linhas de 400 kV21−50%
No FundãoPainéis + linhaLinha de 400 kV

Fonte: Resumo Não Técnico do projeto reformulado (APA, processo de AIA n.º 3800). Mais pequeno no papel — mas 1 177 hectares vedados continuam a ser mais de 1 600 campos de futebol.

Documentos oficiais: Resumo Não Técnico do projeto reformulado (PDF) · Relatório do artigo 16.º (PDF) · processo de AIA n.º 3800.

Como objetar em 2 minutos

Passo a passo

🎬 Preferes ver em vídeo? Este mostra como submeter a tua discordância. Foi feito para a primeira consulta — o processo no participa.pt é o mesmo.

STOP SOPHIA - Como Discordar contra o Projecto SophiaJusticaClimática · 05.11.2025
  1. Cria conta em participa.pt. No canto superior direito, clica em “Registo” → escolhe o tipo “Individual” → preenche nome, email e uma palavra-passe (mínimo 12 caracteres) e clica em “Registar”.Passo 1: botão “Registo” no canto superior direito do participa.ptFormulário de registo: escolhe “Individual”, preenche e carrega em “Submeter”
  2. Ativa a conta. Vai ao teu email, abre a mensagem do Participa e clica no link de ativação.Confirmação de registo: falta ativar a conta pelo emailEmail “Ativação de registo no Portal Participa” na caixa de entradaLink “Ativação de registo” dentro do email
  3. Inicia sessão. Volta a participa.pt e clica em “Entrar” (também podes entrar com Chave Móvel Digital).Janela “Conta ativada” — carrega em “aqui” para iniciar sessão
  4. Abre a consulta. Clica aqui para abrir a consulta da Sophia e carrega no botão “Participar”.Botão “Participar” na página da consulta
  5. Escreve o contributo. Cola o teu texto — gera o teu contributo único no botão abaixo. Cada pessoa só pode enviar um, e um texto diferente de cada pessoa conta muito mais do que cópias iguais.
    Escolher temas para o contributo (opcional)

    Escolhe os temas que mais te preocupam e o contributo será orientado para eles. Se não escolheres nenhum, fica geral.

    O teu contributo — único

    Carrega em “Gerar” para criar um contributo único e original (redigido por IA a partir dos factos desta página). Cada objeção fica diferente — e conta mais.

  6. Escolhe “Discordância”. Na área “A minha participação”, cola o teu contributo na caixa de comentário e, no menu “Classificador” (a azul, ao cimo da caixa), seleciona “Discordância” — para deixar claro que te opões.Área “A minha participação”: cola o comentário e escolhe “Discordância” no menu “Classificação”
  7. Torna-o público e submete. Marca a opção que autoriza a publicação do contributo no relatório final e clica em “Submeter”. ✅ Está feito.Marca “Autorizo a publicação do meu comentário” e clica em “Submeter”Confirmação: a tua participação foi submetida com sucesso
  8. Partilha esta página. Envia-a a quem conheces na Beira Baixa — quantas mais objeções, mais peso tem o não.
    Facebook WhatsApp Telegram
Nas redes

Vê, comenta e partilha

Vídeos e publicações de quem está a lutar contra a Sophia. Um gosto, um comentário ou uma partilha fazem o algoritmo mostrá-los a mais gente — é dos gestos mais úteis que podes fazer em segundos.

🎬 Vídeos sobre a Sophia

Castelo Branco: População contra a Central Solar SophiaBeira Baixa TV · 11.11.2025
Salvem a Beira Baixa Protest 2026 📢 Stop Mega Solar Farms (Lisbon March)Portugal Walking Tour · 31.01.2026
Pensar Portugal - O Projeto Sophia e os desafios das grandes centrais fotovoltaicasConta Lá · 23.01.2026
Lightsource BP promete alterar o projeto da megacentral solar Sophia após onda de descontentamentoi New(s) Portugal · 13.01.2026

📣 No Facebook

Mais movimentos, autarcas, jornalistas e páginas →

O que planeiam para a nossa terra

Arrasta e compara: hoje vs. amanhã

À esquerda, a Barragem da Marateca (Castelo Branco) como está hoje. À direita, a simulação do impacto com as centrais que as zonas de aceleração permitem. Arrasta o cursor sobre a imagem e compara.

Simulação do impacto na Barragem da Marateca — painéis solares e turbinas eólicas em redor da albufeira
Barragem da Marateca como está hoje — albufeira rodeada de campos e floresta
Hoje Amanhã?

Imagem da direita: simulação de impacto criada pela campanha — não é uma fotografia real.

Mais imagens da campanha — carrega para abrir em tamanho real e partilha:

Simulação: campos solares na encosta da serra.
Simulação: campos solares na encosta da serra.
Hoje vs. amanhã — simulação vista do cruzeiro, com centrais na encosta.
Hoje vs. amanhã — simulação vista do cruzeiro, com centrais na encosta.
Terrenos de projeto (a verde) e terrenos excluídos na zona da Lardosa — área de estudo da REN.
Terrenos de projeto (a verde) e terrenos excluídos na zona da Lardosa — área de estudo da REN.
Hoje vs. amanhã — imagem de partilha da campanha.
Hoje vs. amanhã — imagem de partilha da campanha.
Sátira da campanha: «Pinhal Sustentável 5.0» — o pinhal substituído por painéis solares.
Sátira da campanha: «Pinhal Sustentável 5.0» — o pinhal substituído por painéis solares.
Documentos da consulta

Lê os documentos oficiais

Todos os documentos da consulta pública, por ordem de publicação, alojados aqui para leitura fácil — cada um com um breve resumo. Os números e as citações desta página vêm daqui.

📖 Lê os documentos — resumidos e traduzidos, secção a secção →

Análise e Ponderação dos Pareceres das Entidades23.06.2026 · PDFA resposta do Governo aos pareceres de 36 entidades (172 contributos), incluindo as reservas do Fundão e da Covilhã e o parecer desfavorável do Património Cultural, I.P. Quase dois terços dos contributos são apenas «acolhidos parcialmente» ou meramente «registados» sem alteração do Programa — as participações dos cidadãos serão ponderadas num documento à parte. Consulta às Entidades — Pareceres emitidos16.06.2026 · PDFOs pareceres formais das entidades públicas (474 páginas). Várias emitiram pareceres desfavoráveis ou condicionados — zonas sobredimensionadas, conflitos com o ordenamento, o património, a agricultura e a conservação da natureza. O ICNF exige mesmo a remoção das áreas que se sobrepõem à faixa de 1 km em redor da Paisagem Protegida Regional da Serra da Gardunha. Começar aqui! ABC da Discussão Pública das ZAERPDFApresentação introdutória da EMER 2030 que explica em linguagem simples o que são as ZAER: as metas para 2030 (20,8 GW solar, 10,4 GW eólico), como se licenciam os projetos e o calendário — discussão pública em junho–julho de 2026 e transposição para os PDM em 2026–2028. É o ponto de partida recomendado antes de ler os documentos técnicos. PSZAER — Proposta05.05.2026 · PDFO documento central: o programa que, ao abrigo da Diretiva europeia RED III, delimita as zonas onde centrais solares e eólicas terão licenciamento simplificado em «janela única». Mapeia ~578 777 ha com potencial para solar e 84 489 ha para eólica — e admite que a grande maioria se concentra no grupo do Pinhal do Centro, que inclui a Serra da Gardunha. AAE — Relatório Ambiental Preliminar05.05.2026 · PDFA Avaliação Ambiental Estratégica completa (249 páginas). Reconhece riscos importantes: a pressão recairá sobretudo sobre espaços florestais, agrícolas e de pastagem em territórios rurais de baixa densidade, podem existir valores de biodiversidade desconhecidos nas ZAER e a oposição legítima das comunidades locais é um fator limitante. AAE — Resumo Não Técnico05.05.2026 · PDFVersão em linguagem simples da Avaliação Ambiental Estratégica: explica a proposta que abre ~7% do território a projetos sem AIA e identifica riscos — pressão sobre territórios rurais de baixa densidade, impactes cumulativos na paisagem e biodiversidade, contestação social crescente. Conclui que os benefícios locais são maiores com projetos de menor escala, perto do consumo. Relatório Temático — Ecologia05.05.2026 · PDFRelatório do CIBIO-BIOPOLIS que define os critérios para excluir das ZAER as áreas de maior valor natural. Reconhece que a eólica mata aves de rapina e morcegos por colisão com as pás — e admite que a informação sobre as espécies fora das áreas protegidas é limitada, o que pode comprometer a proteção da biodiversidade. Relatório Temático — Integração de Informação Espacializada (mapas)03.05.2026 · PDFRelatório do LNEG que explica como foram desenhados os mapas das ZAER — incluindo a Figura 39 desta página — identificando ~371 348 ha de potenciais zonas para solar e 84 489 ha para eólica. Reconhece limitações: cartografia com resolução de apenas 1 ha, PDM municipais não consultados e servidões aeronáuticas apenas aproximadas. Relatório Temático — Paisagem e Património Cultural02.05.2026 · PDFRevela que o grupo de paisagem «Pinhal do Centro» — que inclui expressamente as «Serras da Gardunha, Alvelos e Moradal» — é o mais visado do país, com ~34% da área marcada como potencial ZAER solar (~1 372 km²). Admite que os grandes parques solares criam «mantos de vidro» sentidos como degradação visual significativa, e propõe limitar os painéis a 25 ha contínuos. Relatório Temático — Energia02.05.2026 · PDFConclui que o principal travão às renováveis não é a falta de terreno, mas o acesso à rede e o licenciamento — há ~8,7 GW já atribuídos que nunca foram ligados. Recomenda ZAER pequenas e modulares, perto da rede e do consumo, em áreas artificializadas — em vez de grandes manchas homogéneas — e destaca os telhados urbanos (potencial de 28 GW). Relatório Temático — Jurídico02.05.2026 · PDFRelatório da AMMC Legal que desenha o regime de licenciamento dentro das ZAER: janela única, avaliação ambiental ao nível do plano e não do projeto — dispensando, em regra, a AIA completa e substituindo-a por um mero procedimento de verificação de conformidade, com prazos máximos de 12 meses (6 em repowering). Relatório Temático — Ordenamento e Economia do Território02.05.2026 · PDFRelatório do CEDRU que admite que a área identificada excede largamente as necessidades das metas de 2030 — e que a área ocupada por centrais solares já saltou de ~1 290 para ~4 740 ha em cinco anos. Alerta para especulação fundiária e «monofuncionalidade energética» no interior, e recomenda priorizar áreas artificializadas e degradadas, não solos rústicos.